Especialistas de diferentes bancos e corretoras parecem não ter dúvidas na hora de dizer que é um bom momento para investir em ações dos “bancões”. Graças à Selic de dois dígitos.
Em época de crédito caro, o tempo trabalha a favor de quem tem dinheiro em caixa. Por isso, até os bancos digitais têm perdido o espaço: eles dependem de queimar dinheiro para atrair clientes, enquanto as instituições consolidadas precisam “apenas” administrar o fluxo do que já têm.
O Nubank precisa crescer. Já para o BB, basta continuar existindo. Bradesco e Santander abriram seus números mais recentes, nesta semana—, o preço das ações dos bancos desceu pelo ralo.
Enquanto o Ibovespa (principal indicador do nosso mercado) subiu 1,3% em uma semana, o IFNC (índice que reúne papéis do mercado financeiro) caiu 1,07%.
Com isso, os papéis das instituições financeiras, que detinham a melhor configuração entre todos os setores, no último dia 2, de acordo com relatório da casa de análises Eleven, passaram a demonstrar enfraquecimento do setor, segundo os mesmos analistas, no dia 10.
Ao que parece, se trata de um refresco numa onda de otimismo exagerada antes da divulgação dos resultados. O cenário não mudou e os números não vieram exatamente ruins.
O interessante para o investidor é aproveitar o período de divulgação de resultados anuais é comparar os planos apresentados no fim de 2020 à realidade imposta em 2021.
Revisitando os documentos apresentados pelo Bradesco, é uma boa surpresa notar que o banco se mostrava preocupado (com razão) com o avanço das fintechs e startups.
“Este ambiente competitivo conjuntamente com o processo acelerado de inovação digital observado no setor podem impactar nossa velocidade de adaptação”, publicou o banco.
A preocupação foi o bastante para o banco correr com sua bandeira digital, a plataforma Next, que atingiu 10 milhões de clientes no fim de 2021 (contra 74,1 milhões de clientes do Bradesco “tradicional’ e 41 milhões do Nubank), num crescimento de 170% em um ano.
Não à toa, os “bancões”, também querem as fintechs. E estão constantemente indo às compras. fonte: Folhapress





