17/09/2026

Golpista preso por ir embora sem pagar em bares deu calote de R$ 1,8 mil em Ilhabela.

O caloteiro que foi preso em Palmas (TO) e ficou conhecido por sair sem pagar a conta de bares e restaurantes chegou a causar prejuízo de R$ 1,8 mil a um quiosque em Ilhabela (SP).

Ruan Pamponet Costa foi preso na quinta-feira (21/4) após dar um calote de R$ 5,2 mil em um estabelecimento em Palmas (TO). O crime aconteceu apenas dois dias após o investigado sair da cadeia em Goiânia (GO) por aplicar o mesmo golpe e causar um prejuízo de R$ 6 mil.

O caso em Ilhabela ocorreu antes de ele ficar conhecido nacionalmente pelos golpes, em outubro de 2020. Ruan chegou ao quiosque acompanhado de duas jovens e juntos consumiram bebidas caras, como whisky, vodka e tequila, além de pratos como camarão, lula e filé mignon. Após o consumo, as jovens que o acompanharam deixaram o local e ele disse que não pagaria a conta.

“Ele chegou, bem apresentado, com tatuagens bem feitas à mostra, porque a gente sabe que não é barato, e impressionava as outras mesas com o tanto de bebida cara que pedia. No final da noite, quando levaram a conta ele surtou, disse que não ia pagar, que não tinha dinheiro, botou os bolsos para fora para dizer que não tinha dinheiro”, relembra Gildo Santos, dono do quiosque.

Para o delegado Leandro Reis da Silva, que registrou o caso à época, a postura revela o modo com que ele operava os golpes.

“O que pude perceber é que ele já conhece o sistema policial, como funciona a lei e principalmente o crime que ele estava cometendo, que é o do artigo 176. Esse crime é de pequeno potencial ofensivo, diferente do estelionato, que já seria de médio. Mas para configurar estelionato ele precisa enganar a pessoa para conseguir vantagem”, disse o delegado.

O artigo 176 do Código Penal define como crime a prática de “tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento”. A pena pode ir da prisão de 15 dias a dois meses ou pagamento de multa. A liberação ocorre mediante a assinatura de um termo circunstanciado, que é um registro oficial deste tipo de crime. Fonte: Vanguarda

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