A torcida do Flamengo, quando se empolga, canta a música “Em Dezembro de 81”, recordando a conquista do Mundial daquele ano. É impressionante o número de pais rubro-negros que até hoje batizam seus filhos como Arthur, em homenagem a Zico. Por enquanto, não parece haver dúvida a respeito de qual é a maior geração da história do clube.
O grupo vermelho e preto atual, no entanto, conseguiu algo que nem a turma dos anos 1980 alcançou: conquistar duas edições da Copa Libertadores. Na tarde de sábado (29/10), no Equador, Filipe Luís, Éverton Ribeiro, Arrascaeta e Gabigol repetiram o que haviam feito em 2019 e ergueram a principal taça sul-americana.
O troféu foi recebido após uma vitória por 1 a 0 sobre o Athletico Paranaense, no estádio Monumental de Guyaquil. Na final em jogo único –a terceira seguida que só teve clubes brasileiros–, a formação do Rio de Janeiro teve dificuldade até a expulsão de Pedro Henrique, no fim do primeiro tempo. Pouco depois, Gabigol decidiu.
Diante do Athletico, dirigido pelo bicampeão sul-americano Luiz Felipe Scolari, foi ele quem abriu o placar, aos 49 minutos. Foi um bom fim de primeiro tempo para um time que havia começado a etapa mal, com problemas para superar a marcação e com falhas defensivas que deram chances ao adversário.
O Flamengo, que já tinha a posse de bola, mas não achava o espaço, encontrou-o. Aos 49, Éverton Ribeiro tabelou com Rodinei e cruzou para Gabigol completar de pé esquerdo. Frustraram-se os planos de Felipão, que se viu com um jogador a menos e 45 minutos para tentar evitar a quase inevitável derrota.
O Athletico fez o que pôde, buscando chegadas em cruzamentos, mas era o time de Dorival Júnior que tinha a bola, com finalizações perigosas de Gabigol e Pedro. A equipe de Felipão fez um esforço digno, com momentos até de domínio da posse da bola. Não foi o suficiente para alterar o rumo da decisão.
Folhapress





