Posto sobre um longo tapete vermelho rodeado de flores, o corpo de Gal Costa, morta aos 77 anos, foi velado nesta sexta-feira (11/11) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Alesp, numa cerimônia aberta ao público.
Muito choro, abraços apertados, sinais da cruz e beijos direcionados à chamada musa do tropicalismo são vistos entre aqueles que se despedem.
Os fãs da cantora ficaram atrás de uma grade, enquanto familiares e amigos têm acesso direto ao caixão.
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi quando um grupo de fãs surgiu cantando “Força Estranha”, o que desencadeou uma salva de palmas de todos no hall. O verso “essa voz tamanha” ganhou ênfase, com gritos emocionados e braços que apontaram para a cantora.
De óculos escuros e vestida de branco dos pés à cabeça, Sophie Charlotte, atriz que encarnou a baiana no filme “Meu Nome é Gal”, previsto pra lançar no próximo ano, chegou aos prantos e conversou com os parentes da artista.
Bela Gil, filha de Gilberto, chegou acompanhada de Janja, a nova primeira-dama. As duas se abraçaram diante do caixão, choraram e trocaram palavras que deram a entender ser sobre a grandiosidade da cantora. Moreno Veloso, filho de Caetano —que, assim como Gil, encabeçou a tropicalismo ao lado de Gal— também foi à cerimônia.
O velório ainda contou com a presença de nomes como o da atriz Lúcia Veríssimo —ex-companheira de Gal—, do cantor Silva —com quem ela fez uma parceria recentemente—, da cantora Zélia Duncan, do apresentador de TV Serginho Groisman, e do deputado estadual Eduardo Suplicy, do PT.
Próximo ao hall monumental onde Gal é velada, há um acampamento de manifestantes que não aceitam a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições e pedem intervenção das Forças Armadas. O grupo está concentrado na avenida Sargento Mario Kozel Filho, entre o prédio da Alesp e as instalações do Comando Militar do Sudeste.
Como Gal foi apoiadora de Lula, do PT, parlamentares da Alesp temem confusões entre os manifestantes e fãs da cantora. Na quarta, a bancada de deputados estaduais do PT enviou um ofício ao general João Camilo Pires de Campos, secretário estadual de Segurança Pública, solicitando que a Polícia Militar retirasse o grupo do local.
Folhapress





