
Investigadores que participam das buscas aos fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN) afirmam que os dois detentos fizeram uma família refém na noite desta sexta-feira (16/2), tendo levado dois celulares e carregadores.
De acordo com relatos dos familiares aos investigadores, eles fizeram muitas ligações por WhatsApp, sendo algumas para a capital do Rio de Janeiro, devido ao DDD. O interlocutor tinha sotaque e teria dito que estava no Rio. Segundo as investigações, os fugitivos são ligados ao Comando Vermelho.
Na casa dos reféns, eles se alimentaram e fugiram novamente cerca de quatro horas depois com mantimentos. Não houve violência.
A expectativa da força-tarefa que busca os fugitivos é capturá-los nas próximas horas, já que eles ainda estariam no cerco de 15 quilômetros do local, como mencionado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em entrevista coletiva na quinta-feira (15).
De acordo com investigadores, a família disse que eles ainda estariam com as roupas bem sujas, de boné e calça. Um com camisa clara e outro, escura. Eles chegaram à casa por volta das 19h30 e ficaram até pouco depois da meia-noite.
Os fugitivos pediram as senhas para destravarem os telefones das vítimas. Entraram nas redes sociais para pesquisar notícias sobre a fuga, como uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, sobre o tema.
Além de dois telefones e carregadores, a dupla levou ovo cozido e outros alimentos em uma sacola plástica, porque não estavam de mochila. Eles não pediram aos familiares dinheiro e não levaram a moto ou o carro que estavam no local.
A família disse aos investigadores ainda que os dois chegaram pelo mato (a casa fica em zona rural, voltada para a mata), e demonstraram desconhecer onde estavam.
Eles perguntavam a todo momento a localização, como se chegava ao Ceará e se estavam longe do litoral. Foram informados que estavam muito próximos da penitenciária da qual fugiram, e que havia um bloqueio na rua perto de Mossoró.
Folhapress





