Quando as primeiras unidades da rede de varejo de moda Forever 21 abriram no Brasil, filas imensas de consumidores ávidos por roupas a preços baixos se formaram na entrada das lojas. Agora, oito anos depois, a marca está de saída: as araras estão quase vazias, sem produtos, e uma liquidação com tudo pela metade do preço está em andamento para queimar o estoque até dia 19/6, data em que as 15 unidades da empresa no País devem fechar definitivamente.
Com boa parte dos consumidores hoje é mais seletiva e não gasta mais tanto com o chamado fast fashion. E quem gosta desse tipo de moda, lembra o especialista em varejo Sandro Magaldi, prefere a internet, com plataformas como Shopee e Shein, de preços mais baixos.
Assim, a companhia está em recuperação judicial nos EUA desde setembro de 2019. Na época, o motivo alegado foi a concorrência entre as lojas de rua e o e-commerce. Com 800 lojas nos EUA, Ásia, Europa e América Latina, a varejista recorreu ao Capítulo 11 da Lei de Falências americana que permite manter o controle e posse de seus bens enquanto administra uma reestruturação.
Aqui, o caldo começou a entornar no ano passado, quando a Forever 21 virou alvo de ações judiciais movidas por shoppings cobrando aluguéis em atraso. Sem acordos, a empresa de moda fechou no começo de 2021 todas as 11 lojas nos shoppings da rede Multiplan, entre elas, as dos shoppings Morumbi, Vila Olímpia e Anália Franco (São Paulo), Brasília, Ribeirão Preto (SP) e Canoas (RS).
Procurada, a Multiplan não quis comentar o assunto.
As lojas da Forever 21 eram consideradas “âncora” nos centros de compra em que atuavam, com áreas de mais de 1.000 m² nos empreendimentos. A Forever 21 tem hoje 15 lojas no Brasil e todas devem fechar até domingo. Os funcionários da loja no shopping Bourbon, em São Paulo, confirmam a informação. A equipe de dez pessoas será demitida ainda este mês.
Estadão Conteúdo





