Na primeira final de um grande torneio entre os clubes mais populares do país, deu Flamengo.
O time rubro-negro conquistou a Copa do Brasil na noite de quarta-feira (19/10), no Maracanã, no Rio de Janeiro. Após empate sem gols no estádio de Itaquera, em São Paulo, empatou com o Corinthians por 1 a 1 e venceu por 6 a 5 nos pênaltis. Repetiu, assim, uma façanha obtida no início da reestruturação financeira que o refez uma potência nacional e continental.
Os comandados de Dorival Júnior saíram na frente logo no início, com Pedro, e tiveram chances de ampliar, mas levaram um gol de Giuliano aos 37 minutos do segundo tempo. No desempate, estiveram atrás, após erro de Filipe Luís, mas contaram com falhas de Fagner e Mateus Vital. Rodinei, na última bola, decidiu.
Tricampeão do torneio em 2013, quando ainda estava em um cenário financeiro quase caótico, com uma dívida na casa dos R$ 750 milhões, o clube chegou ao tetra, em 2022, em outra condição. De acordo com o balancete divulgado no meio do ano, a dívida líquida havia caído a R$ 466 milhões, com a receita da temporada estimada em R$ 1 bilhão.
A reorganização da agremiação mudaria seu “patamar” –palavra que ficou célebre na boca do atacante Bruno Henrique, em uma das muitas conquistas recentes–, mas foi só após a gestão Eduardo Bandeira de Mello (2013-2018) que vieram as maiores conquistas. Rodolfo Landim, ex-aliado, assumiu em 2019 e tem conduzido a equipe um período de bonança.
Com seu papo simples, Dorival ganhou a simpatia de um grupo cheio de jogadores vaidosos. Com um esquema que vinha sendo considerado arcaico –o losango no meio-campo, popular nos anos 90–, otimizou a produção do meia Arrascaeta e alcançou o que seus antecessores não conseguiram: uniu Gabriel a Pedro no ataque. Agora, está na final da Copa Libertadores.
Na Copa do Brasil, a campanha até a decisão teve momentos de alguma dificuldade, especialmente diante de Atlético Mineiro e Athletico Paranaense. Contra esses adversários e contra o Corinthians, mesmo com todo o sofrimento, falou mais alto um elenco forte construído, na bonança, porque as torneiras estavam fechadas há quase uma década.
Folhapress





