
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, sinalizou que as taxas de juros devem permanecer mais altas por mais tempo, enquanto o país lida com uma inflação persistente.
O banco decidiu manter as taxas de juros entre 5,25% e 5,5%, o nível mais alto em 23 anos, em vigor desde meados de 2023.
A autoridade monetária afirmou que vai adiar cortes no mínimo até o segundo semestre deste ano. O Fomc (comitê de política monetária dos EUA) disse após a reunião desta quarta-feira (1º/5) que houve “falta de progresso adicional” nos últimos meses para alcançar a meta de inflação de 2%.
“Provavelmente levará mais tempo para ganharmos confiança de que estamos em um caminho sustentável em direção à inflação de 2%”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, a jornalistas. “Não sei quanto tempo levará”.
Por outro lado, o Fed também indicou que ainda não considera novos aumentos nas taxas de juros para contrabalançar o aumento da inflação, afirmando que os riscos para atingir os objetivos conjuntos de pleno emprego e conter pressões de preços “se moveram para um melhor equilíbrio ao longo do último ano”.
“Acho improvável que a próxima mudança seja um aumento [nas taxas]”, disse Powell.
A sinalização de que os juros ficarão elevados por mais tempo ocorre após dados recentes mostrarem que a inflação no país aumentou novamente, em grande parte impulsionada por combustíveis mais caros.
Enquanto isso, a economia dos EUA cresceu mais lentamente no primeiro trimestre deste ano do que o esperado.
Os comentários do Fed também significam que os custos dos empréstimos podem permanecer mais altos para muitos eleitores nos EUA antes da eleição presidencial deste ano em novembro. O presidente Joe Biden disse recentemente que “esperava que essas taxas baixassem” este ano.
Financial Times





