As ex-ministras Damares Alves (foto) (Republicanos) e Tereza Cristina (PP), aliadas do presidente Jair Bolsonaro (PL) que deixaram o governo para disputar as eleições em seus estados, se elegeram para o Senado neste domingo (2/10).
Damares, que chefiou o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, superou Flávia Arruda (PL), que comandou a Secretaria de Governo, na disputa pela vaga do Distrito Federal no Senado.
Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura, foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul. Com mais de 81% das urnas apuradas, ela conseguiu 61% dos votos válidos.
Com mais de 84% das urnas apuradas, Damares já soma 602.3375 votos, 45,02% dos votos válidos, cerca de 250 mil votos à frente de sua principal concorrente.
Arruda começou a última semana da campanha liderando as pesquisas de intenção de voto, mas Damares cresceu nos últimos dias e a ultrapassou, fechando as previsões com 43% dos votos, segundo o Ipec.
Durante a campanha, as duas protagonizaram também uma disputa pelo apoio do ex-chefe, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que terminou a corrida sem acenar a nenhuma das duas.
O crescimento de Damares contou com o apoio de Michelle Bolsonaro e impulso de eleitores mais conservadores, o que fez com que Flávia, aliada do atual governador Ibaneis Rocha (MDB), angariasse votos até do eleitorado progressista, como mostrou a Folha.
Tereza Cristina, deputada federal desde 2015, a engenheira agrônoma foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro entre 2019 e 2022 e a principal interlocutora do governo com o agronegócio.
Ela ocupará a vaga que tem hoje a senadora Simone Tebet (MDB) como titular. Tebet se licenciou para disputar as eleições presidenciais e deixará o cargo em fevereiro, quando Tereza assumirá a vaga.
Folhapress





