O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou nesta quarta-feira, 22/3, que elevou a taxa dos Fed Funds, a taxa básica americana, em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 4,75% e 5% ao ano, em comunicado pós-reunião de política monetária. A decisão foi unânime.
No início do mês, ao prestar depoimento ao Senado americano, o presidente do Fed, Jerome Powell, deixou as portas abertas para uma aceleração da subida de juros nos EUA sob a justificativa de um mercado de trabalho ainda bastante aquecido e o custo de vida elevado no país.
Depois de sua fala, as expectativas de uma alta de 0,5 ponto chegaram a bater a casa dos 70% e abalaram Wall Street. Powell disse que a decisão do Fomc (o comitê de política monetária americano) de março dependeria de mais “dois ou três dados muito importantes”. Nesta conta, não estava, porém, o caos bancário que se desenrolaria na sequência.
Em questão de dias, três bancos fecharam as portas no país, desencadeando a turbulência bancária mais forte desde a crise financeira internacional de 2008. Primeiro, o Silvergate, focado no universo cripto, anunciou o encerramento de suas operações. Na sequência, o Silicon Valley Bank (SVB), que atendia majoritariamente startups, e o Signature Bank, também voltado a ativos digitais, vieram à bancarrota.
A mediana das projeções do Conselho Federal de Mercado Aberto do Fed para a inflação nos Estados Unidos, medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), subiu no cenário estimado para 2023 e permaneceu a mesma nos cenários para 2024, 2025 e no longo prazo.
Para 2023, a mediana subiu de expectativa de alta de 3,1% nas projeções de dezembro para 3,3% agora. A estimativa para 2024 foi mantida em 2,5% e para 2025, em 2,1%. A mediana do longo prazo permaneceu em 2%.
Estadão





