
O Federal Reserve, banco central americano, anunciou nesta quarta-feira (20/9) que decidiu manter a taxa de juros dos Estados Unidos na faixa de 5,25% e 5,50% ao ano, numa nova pausa após ter promovido um aumento na reunião anterior.
Autoridades da instituição, no entanto, mostraram apoio a uma nova alta de juros neste ano e a menos cortes das taxas em 2024, sinalizando uma postura mais rígida de membros do Fomc (Copom dos EUA) sobre a política monetária americana.
Em seu comunicado, o banco central americano disse que a inflação continua elevada e que indicadores recentes sugerem que a atividade econômica está crescendo. Como exemplos, o banco cita o baixo nível de desemprego e forte criação de vagas de trabalho no país.
O Fed afirmou, ainda, que está “fortemente comprometido” em reduzir a inflação para sua meta de 2% —o índice está em 3,7%— e que vai continuar avaliando informações para suas próximas decisões, dizendo estar preparado para ajustar a política monetária em caso de novos riscos para alta da inflação.
A instituição também divulgou um compilado de projeções individuais de autoridades do Fomc (comitê de política monetária dos EUA) sobre a economia americana. O documento mostrou que a maioria dos membros do comitê apoia um novo aumento de 0,25 ponto percentual nos juros neste ano, prevendo uma atividade econômica mais forte.
A decisão desta quarta veio em linha com o esperado pelo mercado: segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, analistas viam 99% de chance de uma pausa nos juros americanos na reunião do Fomc (comitê de política monetária dos EUA) desta quarta.
Agora, investidores aguardam o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, buscando mais pistas sobre as próximas decisões sobre juros da autoridade monetária americana. Ainda há dúvidas sobre a necessidade de novas altas nas taxas neste ano para controlar a inflação, o que vem gerando temores no mercado.
O Fed iniciou em março de 2022 seu ciclo de aperto monetário, elevando as taxas de juros dos EUA de um patamar próximo de zero para a atual faixa entre 5,25% e 5,50%, o maior nível em 22 anos.
O objetivo da autoridade monetária é desaquecer a economia para tentar levar a inflação americana para dentro da sua meta de 2%. Em agosto, o CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês) teve alta de 3,7% no acumulado em 12 meses.
Folhapress





