A projeção do mercado financeiro para o IPCA de 2022 passou de 6,59% para 6,86%. A estimativa estava em 5,60% um mês antes e em 5,03% há 11 semanas. O objetivo a ser perseguido pelo Banco Central este ano é de 3,5%, com tolerância de 2% a 5%.
Para 2023, foco principal de política monetária, os avanços continuam, também se afastando do alvo central (3,25%). A expectativa para o IPCA do próximo ano subiu de 3,75% para 3,80%. A mediana era 3,51% há quatro semanas.
Os dados constam no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28/3). O IPCA é o índice de inflação oficial.
Considerando as alterações nos últimos cinco dias úteis, a mediana do IPCA para 2022 saltou de 6,70% para 7,10%. Para 2023, as alterações feitas nos últimos cinco dias úteis elevaram a estimativa de 3,75% para 3,90%.
A mediana geral para 2024 também subiu, de 3,15% para 3,20%, enquanto a projeção para 2025 continuou em 3,00%. Há quatro semanas, as projeções eram de 3,10% e 3,00%, respectivamente. A meta para 2024 é de 3,%, com margem de 1,5 ponto porcentual (de 1,5% para 4,5%). Para 2025, por sua vez, a meta ainda não foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na reunião deste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação, com estimativas de 7,1% em 2022 e 3,4% em 2023. Diante da volatilidade no mercado de petróleo causado pelo conflito no Leste Europeu, o colegiado ainda criou um cenário alternativo, com maior probabilidade, em que as previsões estariam em 6,3% e 3,1%, respectivamente. O colegiado elevou a Selic em 1,0 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. Fonte: Da Redação com Agências





