18/09/2026

Endividamento chega a quase 80%, o maior nível da série histórica desde 2010, alerta a CNC.

O endividamento da população que ganha até dez salários mínimos (R$ 12.120) chegou a quase a 80% em setembro, o maior nível registrado desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entre as dívidas pesquisadas pela entidade estão: cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e prestações de carro e de casa.

Segundo o levantamento, o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer cresceu pela terceira vez, alcançando 79,3% do total de lares no país em setembro. Pela primeira vez na história da pesquisa, a proporção de endividados entre os consumidores de menor renda ultrapassou a marca de 80%. Entre agosto e setembro, a alta da contratação de dívidas concentrou-se entre as famílias com até dez salários mínimos de rendimentos mensais (0,4 ponto percentual).

No grupo de famílias com maior renda, a proporção de endividados ficou estável no mês, mas cresceu mais em um ano do que entre as famílias consideradas mais pobres (7 p.p. e 5 p.p., respectivamente).

Cartões de crédito, carnês de loja e cheque especial foram os tipos de dívida que mais cresceram em um ano (1 p.p., 0,6 p.p., 0,6 p.p., nesta ordem). As mulheres são as mais endividadas no cartão de crédito e no cheque especial, atualmente. Nas demais modalidades de dívida, o público masculino está mais numeroso, superando o feminino.

Nas dívidas diretas com o varejo, o volume de endividados nos carnês de loja vem crescendo desde maio deste ano, e o total de famílias com dívidas na modalidade alcançou 19,4% em setembro, mantendo a estabilidade em relação a agosto.

Cresceu pelo terceiro mês em setembro o volume de consumidores que atrasaram o pagamento de dívidas do mês, como luz, gás e telefona, por exemplo, alcançando o novo recorde de 30% do total de famílias no país. O indicador expandiu 0,4 pontos percentuaisi (p.p.) no mês e 4,5 p.p. em um ano, o maior aumento anual desde março de 2016.
G1

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