
A cientista e ex-prefeita da Cidade do México Claudia Sheinbaum se tornou a primeira mulher eleita presidente do México, ao vencer a eleição realizada neste domingo (2/6). A contagem rápida realizada pelo Instituto Nacional Eleitoral (INE) mostrou Sheinbaum com entre 58% e 60% dos votos válidos, uma vantagem de 30 a 34 pontos percentuais para a segunda colocada, Xóchitl Gálvez. Com esse resultado, o partido de esquerda Morena, do atual presidente e padrinho político de Sheinbaum, Andrés Manuel López Obrador, mantém-se no poder.
A contagem rápida do INE tem um nível de confiabilidade de 95% e estima uma participação de 60% a 61% da lista nominal de eleitores. A oposição reconheceu a vitória de Sheinbaum, com Xóchitl Gálvez, senadora de centro-direita de origem indígena que era a principal aposta da coalizão opositora, formada pelos tradicionais partidos tradicionais PAN, PRI (que governou durante sete décadas até 2000) e PRD, telefonando à adversária para parabenizá-la pela vitória.
— Reconheci o resultado porque amo o México e sei que se o seu governo se sair bem, o nosso país se sairá bem — disse Gálvez, em tom solene, a apoiadores. — Sem dúvida, é um grande marco histórico que o nosso país tenha a sua primeira mulher presidente.
Segundo o El País, Claudia Sheinbaum saiu de seu comitê logo após o anúncio do INE, depois da meia-noite, para comemorar sua vitória. “A diferença para a Presidência da República é de mais de 30 pontos e, mesmo considerando a menor patente, conquistamos a maioria qualificada na Câmara dos Deputados e muito provavelmente no Senado”, disse sob aplausos.
O Globo





