Passados 77 dias da renúncia ao cargo de governador do Rio Grande do Sul, ocasião em que disse que o gesto não lhe retirava “nenhuma possibilidade” e “oferecia todas”, Eduardo Leite (PSDB) está de volta ao ponto de partida.
Em entrevista coletiva ao lado do atual governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), o tucano descumpriu as reiteiradas promessas de que não concorreria à reeleição e anunciou sua pré-candidatura ao Palácio Piratini. Ainda que fora do cargo, tentará ser o nome a quebrar o tabu do único estado que nunca reelegeu um governador.
“Essa decisão é uma decisão coletiva. Ouvi diversas opiniões, não só a minha. E eu mudei de opinião, mas não de princípios. É legítimo, é benéfico, separar o governador do candidato e eu só concorreria dessa forma. O Rio Grande do Sul virou o jogo, mas o jogo não terminou.”
Disse também que, se seu plano A fosse ser presidente, teria trocado de partido. “O plano A era dar a melhor contribuição possível ao país.”
Questionado pela Folha se, diante dos governos de Lula e Bolsonaro, qual é a sua preferência, ele disse que “não se conforma com a falta de alternativa”. “Se a polarização estiver no segundo turno, vamos falar sobre ela.”
Com o anúcio desta segunda-feira (13/6), Leite encerra de vez a aventura à Presidência da República que incluiu uma derrota nas prévias internas para João Doria (PSDB), um flerte com o PSD e uma mal-sucedida tentativa de candidatura paralela com o incentivo de Aécio Neves (PSDB).
Agora, tanto o PSDB gaúcho quanto o paulista buscam superar o desgaste para manter seus governos estaduais.
À luz da lei eleitoral, a nova candidatura de Leite não difere de uma candidatura à reeleição, dado que é a mesma pessoa concorrendo ao mesmo cargo, mesmo que ele tenha renunciado em meio ao mandato.
Folhapress





