Edney Silvestre, 77 anos, deixou o jornalismo da Globo após 30 anos. O UOL teve acesso ao email de despedida do jornalista, escrito por Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora, e enviado para a equipe hoje pela manhã. O jornalista faz parte da leva de profissionais com quem a Globo tem realizado acordos demissionais.
Na despedida, Ali Kamel conta quando se tornou colega de Edney Silvestre, ainda no jornal “O Globo”, e destaca a paixão do jornalista pelas palavras e literatura, além das diversas coberturas na Globo.
“Depois de 30 anos brilhando no Globo e aqui, Edney encerra seu ciclo no nosso jornalismo. Deixa sua marca e um legado. Que aqueles que queiram desbravar 30 anos ou mais à frente, não importa a idade ou experiência, se inspirem nele”, diz Ali Kamel.
Edney foi correspondente da Globo em Nova York de 1996 a 2002. Ele participou de grandes coberturas jornalísticas na emissora, como a dos atentados terroristas de 11 de setembro, em 2001.
O jornalista também foi autor de uma série de reportagens no Iraque para o “Jornal Nacional” e “Fantástico” antes da derrubada de Saddam Hussein. Cobriu também a visita de Papa João Paulo II a Cuba, a passagem de furacões na América Central e diversas premiações de Hollywood.
“Eu entrei na Globo e ocupei um espaço vago que havia, do interesse pelas artes, em pleno boom nos Estados Unidos: o cinema, o teatro, a literatura. Os correspondentes, antes de mim, estavam mais próximos da política e economia”, disse ele ao site ‘Memória Globo’.
Na GloboNews, Edney criou o programa “Milênio” e, de 2002 a 2017, apresentou o “Globo News Literatura”. Com uma carreira bastante conhecida também na literatura, Edney é ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2010, assim como o Prêmio São Paulo de Literatura no mesmo ano por seu romance de estreia “Se eu fechar os olhos agora”. Recentemente, em novembro, lançou seu novo livro, desta vez com sete contos inéditos, “Pequenas Vinganças”.
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