O dólar engatou a terceira alta consecutiva e fechou o pregão no maior patamar em quase dois meses nesta segunda-feira (9/5), acima de R$ 5,15, com investidores começando mais uma semana em favor da moeda norte-americana, considerada porto seguro em tempos de inflação alta, juros para cima e risco de baixa econômica no mundo.
Numa clássica dinâmica de aversão a risco, as bolsas de valores tiveram fortes quedas, os juros dos títulos de países seguros caíram, assim como as commodities, enquanto moedas emergentes como o real perderam valor. O dólar spot fechou em alta de 1,62%, a R$ 5,15, máxima desde 15 de março (R$ 5,15).
Durante os negócios, a cotação foi a R$ 5,16 (+1,73%), maior preço intradiário também desde 15 de março.
O principal índice da bolsa brasileira cedeu nesta segunda-feira e passou a acumular queda em 2022, diante de temores globais com a política monetária nos Estados Unidos e com a desaceleração econômica na China, que derrubou os preços de commodities.
Vale e Petrobras conduziram o recuo do índice, em meio a desempenho do minério de ferro e do petróleo, respectivamente. Itaú Unibanco também teve forte influência na baixa após resultado.
Entre as principais altas ficaram BTG Pactual e Sabesp, depois da divulgação de balanços do primeiro trimestre.
O Ibovespa caiu 1,89%, a 103.145 pontos, a terceira queda seguida. O volume financeiro da sessão foi de 26,6 bilhões de reais. O índice não fechava acumulando queda no ano desde 11 de janeiro – nesse período, chegou a registrar ganhos de até 16% frente ao final de 2021.
Reuters





