O dólar comercial caiu 1,31% e fechou hoje (23/8) cotado a R$ 5,09. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), interrompeu a tendência de queda dos últimos pregões e teve valorização de 2,13%, encerrando aos 112.857 pontos.
A queda do dólar ocorreu após a divulgação de indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos, que na leitura de investidores podem servir de argumento para o banco central dos Estados Unidos amenizar o tom duro nas comunicações sobre inflação e alta de juros.
O dia no exterior também foi marcado por especulações do que trará o próximo anúncio do Fed (Federal Reserve), o Banco Central dos Estados Unidos, agendado para sexta-feira (26). Em meio ao receio de recessão global, também há esperança de que a chefia do banco alivie a alta de juros.
Mais recentemente, falas de dirigentes do Fed vieram na linha mais dura, o que empurrou o dólar para cima no mundo, mas a perspectiva de uma desaceleração econômica tem estimulado apostas numa amenização de tom por parte do Fed —e os dados de hoje endossaram de forma explícita essa tese.
Na cena interna, o economista Victor Beyruti, da Guide Investimentos, citou a entrevista do presidente e candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro, ao Jornal Nacional, da TV Globo. “O assunto economia foi pouco tratado na entrevista, mas o atual presidente sinalizou que seguirá com a agenda de reformas em um eventual segundo mandato”, disse.
A campanha do presidente viu como positiva a participação do candidato à reeleição na entrevista, sem ter cometido nenhum grande escorregão, disseram duas fontes da equipe na noite de segunda-feira. Bolsonaro afirmou ao JN que irá reconhecer o resultado das eleições de outubro “desde que sejam limpas e transparentes”.
UOL com Reuters





