O dólar disparou nesta quinta-feira (05/05) e voltou a fechar acima de 5 reais, pegando carona no rali global da moeda norte-americana por receios de que os juros nos Estados Unidos tenham de subir mais do que o esperado.
A cotação mais do que devolveu toda a queda da véspera, quando investidores mostraram alívio com sinalização do chefe do banco central dos EUA de que altas mais fortes dos juros não deveriam ocorrer. Mas o respiro não durou 24 horas, e nesta quinta voltou a prevalecer o medo de um choque monetário nos EUA, movimento com potencial para sacudir os mercados em todo o planeta e drenar a liquidez de países emergentes como o Brasil.
Assim, o dólar à vista fechou em alta de 2,34%, a R$ 5,01 na venda. A moeda variou entre alta de 0,58% (para R$ 4,93) e ganho de 3,21% (para R$ 5,05). Na quarta-feira, a divisa havia caído 1,26%, para R$ 4,90.
O principal índice da bolsa brasileira registrou forte queda nesta quinta-feira, seguindo movimento em Wall Street, à medida que o mercado reavaliou as comunicações de política monetária do banco central norte-americano que levaram à disparada das bolsas na véspera. Na cena local, a indicação de extensão do ciclo de aperto monetário pelo Banco Central também pesou sobre os ativos.
Vale, B3 e Bradesco foram as maiores pressões ao índice, enquanto Suzano, Gerdau, Gerdau Metalúrgica e Klabin foram as únicas que fecharam em alta. O Ibovespa caiu 2,87%, a 105.235 pontos, o que seria a maior queda desde 26 de novembro e o menor patamar de fechamento desde 11 de janeiro. O volume financeiro foi de 29,6 bilhões de reais. Reuters





