17/09/2026

Dois drones se chocam contra prédios em Moscou, em nova onda de ataques.

A Defesa da Rússia afirmou neste domingo (30/7) ter derrubado três drones da Ucrânia que tentavam atacar Moscou. Não houve registro de feridos, mas dois prédios nos arredores do distrito empresarial de Moskva-Citi tiveram suas fachadas danificadas, disse o prefeito da capital russa, Serguei Sobianin.

Um dos prédios abrigava três ministérios, além de residências, segundo veículos de mídia locais. Placas de vidro que recobriam as construções foram estilhaçadas, e escombros foram vistos na calçada após dois drones se chocarem contra os edifícios. A área é conhecida por seus modernos arranha-céus.

Ainda que a ofensiva não tenha provocado danos graves, a presença de drones na capital causa desconforto ao governo russo. O episódio deste domingo é o mais recente de uma série de ataques utilizando esse tipo de artefato, incluindo contra o Kremlin e cidades perto da fronteira ucraniana.

Sem comentar diretamente a autoria dos ataques, o líder da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou durante visita a territórios no oeste do país, neste domingo, que o conflito estava chegando à Rússia. “A guerra está voltando ao território russo, aos seus centros simbólicos e bases militares, um processo inevitável.”

Outra tentativa similar, também em Moscou, aconteceu na última segunda (24) –um dos dois drones usados foi derrubado perto da sede do Ministério da Defesa. Após esse ataque, o vice-premiê ucraniano, Mikhailo Fedorov, disse que haveria outras ações do tipo, e a Rússia prometeu uma resposta dura a Kiev.

Os voos no aeroporto Vnukovo, um dos três internacionais de Moscou, foram suspensos temporariamente devido ao incidente, de acordo com a agência estatal de notícias russa Tass. No início de julho, ataques de drones interromperam o tráfego aéreo no mesmo aeroporto.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que os ataques ucranianos não seriam possíveis sem a ajuda fornecida pelos Estados Unidos e seus aliados da Otan, a aliança militar ocidental. Já o Ministério da Defesa minimizou a ofensiva.
AFP e Reuters

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