Quase cinco milhões de solicitações já foram feitas ao Sistema de Valores a Receber do Banco Central, segundo dados divulgados nesse domingo (9/4).
No total, 4.791.369 pedidos foram solicitados para quantias que ficaram esquecidas em bancos, financeiras ou outras instituições. O montante resgatado é de R$ 342,2 milhões desde a liberação do sistema em 7 de março.
O BC informou que houve 122,2 milhões de consultas, que podem ser feitas a qualquer momento, no site valoresareceber.bcb.gov.br. A consulta é feita com CPF e data de nascimento, para pessoas físicas, ou com CNPJ e data de abertura da empresa, para pessoas jurídicas.
Para receber, no entanto, é preciso ter conta Gov.br nível prata ou ouro.
Neste período, o maior valor disponibilizado para uma pessoa física foi de R$ 749.494,30, enquanto o recorde para pessoa jurídica chegou quase a R$ 3,3 milhões (R$ 3.298.032,85).
De acordo com o BC, há R$ 6 bilhões disponíveis para 40,9 milhões de pessoas físicas e jurídicas.
COMO RECEBER O DINHEIRO ESQUECIDO
O cidadão precisa ter chave Pix. Também é possível pagar por DOC (Documento de Crédito) ou TED (Transferência Eletrônica Disponível). Nestes casos, o dinheiro cai na conta em até 12 dias úteis. Há, no entanto, instituições que não assinaram o “Termo de Adesão”, o que faz com que seja necessário realizar a solicitação de saque diretamente no banco ou na instituição financeira.
Embora algumas pessoas tenham conseguido acesso a valores elevados, a maioria receberá até R$ 10. Segundo o Banco Central, mais de 29 milhões de pessoas físicas e jurídicas sacarão valores menores.
QUEM PODE TER DINHEIRO ESQUECIDO EM BANCOS E FINANCEIRAS?
Qualquer pessoa física ou jurídica que teve relacionamento com bancos ou financeiras em algum momento poderá ter direito aos valores a receber.
DE ONDE VÊM OS VALORES?
O dinheiro a ser devolvido pelas instituições é referente a:
Contas corrente ou poupança encerradas com saldo disponível
Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito
Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados
Tarifas cobradas indevidamente
Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas
Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas com saldo disponível
Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo disponível
Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Folhapress





