
Com transmissão ao vivo, o líder chinês, Xi Jinping, entregou neste domingo (29/9) no Grande Salão do Povo, em Pequim, a Medalha da Amizade para a ex-presidente Dilma Rousseff, hoje no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), em Xangai.
A honraria é a principal da China designada a estrangeiros e foi concedida pela primeira vez ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 2018. A filha da ex-presidente, Paula, veio ao país a convite de Pequim e acompanhou a cerimônia três fileiras atrás de sua mãe.
Xi descreveu Dilma como “representante excepcional” dos “muitos velhos amigos e bons amigos que compartilham os mesmos interesses com o povo chinês, 75 anos depois” do estabelecimento da República Popular da China, que deu início ao regime comunista. A data é comemorada nesta terça (1º). Acrescentou que “o povo chinês nunca esquecerá aqueles que fizeram contribuições notáveis para o desenvolvimento da China e fortaleceram seus laços”.
Dilma era presidente quando recebeu Xi para a cúpula do Brics, em 2014, ano em que o grupo formado à época por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul lançou o projeto do banco.
Declarando-se “profundamente honrada”, ela disse, também em discurso, que a homenagem “é prova dos fortes laços entre nossos povos e países” e, ao final, improvisou a frase “o povo da China e o povo do Brasil são amigos”. No mais, concentrou elogios no líder chinês. “Sua liderança tem sido fundamental na promoção da governança global e no estímulo a uma ordem internacional mais justa e equitativa.”
Cinco horas depois de receber a medalha, Dilma conversou com jornalistas brasileiros baseados em Pequim, na histórica Casa de Hóspedes Diaoyutai, e revelou a saudade que sente do Brasil. Ela mora há um ano e meio em Xangai e seu mandato no banco vai até o início de julho do ano que vem.
“Eu lembro sempre do Caetano, ‘Cadê o meu Sol dourado?’”, disse ela, que completa 77 anos em dezembro.
Folhapress





