A Amazon planeja demitir mais de 18 mil funcionários, acima dos 10 mil que a varejista havia planejado inicialmente, informou o Wall Street Journal nesta quarta (4/1).
Um corte desse tamanho seria o maior promovido na atual onda de demissões nas gigantes de tecnologia nos EUA.
A Amazon é o segundo maior empregador nos EUA, e as demissões estariam concentradas nas unidades de dispositivos, como a Alexa, de recrutamento e de varejo.
A princípio, elas não devem atingir os trabalhadores dos centros de distribuição, área que foi muito expandida durante a pandemia.
Onda de demissões: até então, o maior corte havia acontecido na Meta, que disse no ano passado que iria demitir 13% de sua equipe, mais de 11 mil funcionários. Twitter e Microsoft também fazem parte da lista.
A Salesforce disse nesta quarta que planeja demitir 10% do pessoal –o que representaria 7 mil funcionários.
Em comum, as empresas de tecnologia estão sofrendo com a alta de juros nos EUA e a desaceleração global que deve vir na sequência.
Depois de um boom de serviços digitais observado na pandemia, agora a hora é das gigantes americanas reverterem as contratações e controlarem gastos.
Uma determinação de um órgão regulador da União Europeia (UE) à Meta (dona do Facebook) pode atingir em cheio a principal fonte de receita da companhia americana e também respingar em todo o mercado de anúncios digitais.
Por supostamente violar as regras europeias de proteção de dados, a Meta foi multada em 390 milhões de euros (R$ 2,2 bilhões) pela Irlanda, país responsável por aplicar a sanção por ser onde a companhia está sediada no continente.
Folhapress





