A delegação da seleção brasileira desembarcou na manhã deste domingo, dia 11/12, no Rio, dois dias depois da eliminação na Copa do Catar na disputa por pênaltis diante da Croácia. O grupo que chegou ao Brasil foi pequeno e contava com Tite e sua comissão técnica, dirigentes, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, além de alguns jogadores, como Raphinha, Rodrygo, Danilo, Weverton, Ederson e Everton Ribeiro.
O restante da delegação permaneceu na Europa. O avião fez uma parada em Londres após deixar a cidade de Doha, no Catar, e chegou ao Brasil com atraso. O voo que trouxe para parte da delegação pousou às 7h10 no aeroporto internacional do Galeão, na ilha do Governador (zona norte), com atraso de 3h45min exatamente – o pouso do avião fretado estava previsto para as 3h25.
Bastante emocionado, o técnico Tite não quis dar entrevistas. Ele apenas agradeceu a algumas pessoas, cerca de 50, que o aplaudiram na passagem pelo saguão. A reportagem do Estadão não identificou nenhuma que tenha ido especialmente para recepcionar a delegação, mas sim para receber familiares ou porque trabalha no aeroporto e queria ver o treinador de perto. Depois de passar pelo grupo, Tite voltou, se aproximou das pessoas e disse: “Fiquei emocionado, voltei para agradecer”. Em seguida foi-se embora.
Everton Ribeiro comentou do clima no avião de volta. “É muito recente ainda. Todo mundo está frustrado, triste. Não esperávamos isso, estávamos confiantes de chegar à final. O trabalho foi feito para cima, estava caminhando bem, com uma equipe forte. Infelizmente, em um jogo, sofremos um chute no gol e perdemos nos pênaltis. O trabalho foi bem feito”, disse o jogador do Flamengo, o único a dar entrevistas. Em breve ele deve voltar às suas atividades no Flamengo.
“O Brasil não merecia. Só temos a agradecer à torcida, que desde o primeiro momento nos ajudou. A gente sentia essa energia, esse pensamento positivo, e isso nos deixou orgulhosos lá. É muito triste não ter sido campeão”. O jogador afirmou que o voo de volta ao Brasil foi difícil. “São momentos difíceis. A gente tenta confortar com palavras, mas é difícil. Foi um baque total. Ainda estamos digerindo isso. Essa ferida vai ficar aberta por um bom tempo, mas temos de seguir em frente”.
Folhapress





