
A Coreia do Norte disse nesta quinta-feira (13/7) que o teste com o míssil nuclear ocorrido na véspera foi bem-sucedido. Segundo Pyongyang, o projétil disparado foi um Hwasong-18, a versão mais moderna da arma balística intercontinental do regime de Kim Jong-un e que desperta preocupações no mundo.
O lançamento ocorreu no mesmo dia em que rivais do país asiático se reuniram na cúpula da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA. O projétil gerou alarme no Japão e caiu no mar após voar por 74 minutos.
Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, trata-se do voo mais longo de um míssil do país. O regime disse que o artefato, que tem capacidade de atingir o território americano, percorreu 1.001 km e atingiu uma altitude de 6.648 km. Imagens divulgadas nesta quinta mostram o ditador Kim Jong-un sorrindo e aplaudindo o disparo de forma enfática ao lado da mulher e de assessores.
“O teste de fogo é um processo essencial destinado a desenvolver ainda mais a força nuclear estratégica da Coreia e, ao mesmo tempo, serve como um forte aviso prático”, disse a KCNA, acrescentando que o lançamento foi uma “enorme explosão” que abalou “todo o planeta”. A agência acusou Washington de aumentar as tensões na região ao enviar submarinos e bombardeiros para a península coreana e conduzir exercícios com as Forças Armadas da Coreia do Sul, também rival de Pyongyang.
O regime norte-coreano disse que a crise de segurança atingiu a fase mais crítica após a Guerra Fria. O líder Kim Jong-un, que supervisionou o teste, afirmou que o país tomará medidas cada vez mais fortes para se proteger até que os EUA e seus aliados abandonem o que chamou de políticas hostis.
O Hwasong-18 foi testado pelo regime norte-coreano pela primeira vez em abril. O combustível sólido consumido pelo artefato facilita seu armazenamento e transporte. Também permite que o lançamento do míssil sem avisos ou tempo de preparação. O regime diz que a arma é “destinada a aumentar a capacidade de contra-ataque nuclear” da Coreia do Norte.
O lançamento de quarta (12) foi condenado por líderes dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão. O Conselho de Segurança das Nações Unidas, que aprovou resoluções proibindo o desenvolvimento de mísseis balísticos e armas nucleares da Coreia do Norte, deverá se reunir nesta quinta para discutir o teste.
“Este lançamento é uma violação flagrante de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU, aumentando desnecessariamente as tensões e ameaçando desestabilizar a situação de segurança na região”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Adam Hodge, em comunicado.
Folhapress





