Dos hotéis ao metrô, o Catar investiu pesado na infraestrutura para receber a Copa do Mundo. Segundo levantamento feito pela revista Forbes, o custo total para o país sediar o mundial foi de R$ 1,22 trilhão. Os custos foram empenhados para a construção de sete novos estádios, uma rede de metrô conectando as arenas, um novo aeroporto, além de hospitais, hotéis e shoppings.
Todo esse luxo é visto em vários pontos do pequeno país do Golfo, que começa a receber turistas e as delegações das seleções que disputarão o torneio, que começa no próximo domingo.
A nível de comparação, o último país a receber uma Copa, a Rússia, gastou “apenas” R$ 61,8 bilhões para sediar o torneio em 2018, cerca de 20 vezes menos que o Catar. Em contrapartida, os árabes esperam um aumento de R$ 90,6 bilhões na arrecadação durante o torneio. Já a Fifa estima gerar R$ 37,3 bilhões em receita.
Não foram apenas estádios de futebol que precisaram “brotar” das areias do Catar para a Copa. Para comportar delegações, profissionais de diversos setores e os cerca de 1,2 milhão de torcedores esperados, o país precisou impulsionar a construção de novos meios de hospedagem. E como as opções em terra firme não foram suficientes, uma parte significativa dos visitantes dormirá em três navios de cruzeiros, que permanecerão atracados no porto turístico de Doha, capital do país durante todo o Mundial da Fifa.
Os três navios juntos somarão 4.954 quartos. O maior deles, o World Europa, terá 2.626 cabines, com capacidade para até 6.762 passageiros. Já no MSC Poesia, ao menos 3.013 pessoas poderão se hospedar nas 1.257 habitações. E o MSC Opera oferece 1.071 cabines para até 2.679 hóspedes.
A seleção brasileira ficará hospedada no The Westin Doha Hotel & Spa, localizado no centro da cidade Doha. O Estádio Al Arabi SC será o espaço utilizado para os treinos.
Depois de anunciarem que a venda de bebidas alcóolicas dentro dos espaços da Fifa no Catar será autorizada, a notícia agora é sobre o preço de um copo de chopp: durante o torneio, o valor será de aproximadamente 13,73 dólares, cerca de R$73,23.
Patrocinadora do evento, a Budweiser será a cerveja oficial do torneio — e a única a ser comercializada nas áreas em que o consumo de álcool é permitido no país. Segundo as leis locais, as bebidas alcóolicas são proibidas pelos costumes da população, maioria de adeptos do islamismo.
O Globo





