Apesar da queda de 6% do índice Ibovespa no primeiro semestre, fundos de investimento dedicados às ações conhecidos no jargão de mercado como “long and short” conseguiram ter um desempenho bem melhor do que a média de mercado.
Fundos da categoria de gestoras de recursos como Ibiuna Investimentos, XP Asset e Apex Capital acumularam rentabilidade positiva entre 6% e 10% na primeira metade do ano, com estratégias em ações que independem do desempenho da Bolsa de Valores como um todo.
Os fundos “long and short” têm a estratégia de incluir ao mesmo tempo dois tipos de ação: as que os gestores entendem que estão sendo negociadas a preços muito baixos, e têm potencial de valorização após serem compradas pelo fundo, que são chamadas de posições compradas ou long. Já as short são as que estão com um preço alto e tendem a se desvalorizar, e por isso devem ser vendidas.
Com essa combinação de posições nas carteiras dos fundos, os gestores ganham dinheiro a partir da diferença de desempenho obtido entre as ações que eles esperam que subam de preço, em relação à queda daquelas que devem perder valor, independentemente de qual será a direção da Bolsa de forma geral.
Em um exemplo ilustrativo, se uma determinada ação em que o gestor estiver comprado subir 5%, e uma segunda ação em que estiver vendido cair 5%, o retorno obtido com a operação será de 10%, mesmo que a Bolsa afunde ou salte no mesmo intervalo.
Mesmo que as duas ações selecionadas subam ou caiam, o gestor ainda assim obterá um resultado positivo, caso o papel na ponta comprada tenha uma valorização superior, ou uma queda menor, em relação a que está na ponta vendida.
E, além dos pares de ações, é comum também que os gestores atuem no segmento com modelos que utilizam índices amplos, como o Ibovespa e o S&P 500, e com grupos comprados e vendidos, mas que não tenham dinâmicas setoriais relacionadas entre si.
Folhapress





