O comércio varejista deve movimentar R$ 65,01 bilhões em vendas para o Natal deste ano, calculou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Se confirmado, o resultado representará uma alta de 1,2% no faturamento em relação ao mesmo período de 2021, já descontada a inflação, o primeiro aumento real de vendas após dois anos de perdas.
O desempenho, porém, ainda não recuperaria o volume de vendas de 2019, no pré-pandemia, que foi de R$ 67,55 bilhões.
Segundo a CNC, a perspectiva positiva é explicada pela normalização do fluxo de consumidores alcançada na virada do primeiro para o segundo semestre de 2022, pela melhora no mercado de trabalho e pela desaceleração da inflação.
No entanto, o encarecimento do crédito e o comprometimento da renda média das famílias com dívidas contribuem para frear a expansão das vendas.
O ramo de hipermercados e supermercados deve responder por 38,6% do volume total vendido, R$ 25,12 bilhões, seguido pelas lojas de roupas, calçados e acessórios (33,9% do total ou R$ 22 bilhões) e pelos estabelecimentos especializados em artigos de uso pessoal e doméstico (12,6% ou R$ 8,19 bilhões).
Estadão





