O governo está reavaliando a lista de acordos a serem assinados entre Brasil e China na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país asiático, no fim de março.
O Planalto trabalhava com a expectativa de fechar mais de 30 acordos em diversas áreas. Representantes da China, porém, consideraram o número excessivo e pediram uma redução.
Os chineses manifestaram a preferência em reunião na 4ª feira (15/3). Agora, o Planalto imagina uma pauta com 15 a 20 acordos.
PRIORIDADES ELENCADAS
Acertos em temas como cultura e esporte, que estavam no radar do governo, devem ser excluídos da lista. A reportagem apurou que há 3 prioridades: agricultura, ciência e tecnologia e semicondutores. A China é a maior importadora de produtos brasileiros, principalmente os agrícolas. A relação é estratégica para os 2 lados.
Na área de ciência e tecnologia, há 4 acordos a serem assinados. Incluem a cooperação no lançamento de satélites, conexão 5G e outras áreas.
O governo brasileiro também quer manter na lista de acordos a serem assinados a cooperação na área de semicondutores. A ideia é qualificar a produção do Ceitec (Centro Nacional de Tecnologia Avançada), estatal que ficou famosa por produzir chips para monitoramento de gado.
O governo de Jair Bolsonaro (PL) começou a encerrar as atividades do Ceitec. Lula, porém, quer retomar as atividades.
É provável que haja mais mudanças no planejamento até a data da viagem. Lula terá compromissos públicos na China de 26 a 31 de março. A organização deve ser concluída só nos dias anteriores. A agenda começa em Pequim e termina em Xangai.
A cidade é sede do NDB, o banco dos Brics, cuja chefia deverá ser assumida pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na presença de Lula. O encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, está marcado para 28 de março em Pequim.
Do lado brasileiro, a viagem é organizada, principalmente, pelos ministérios de Relações Exteriores e Indústria e Comércio.
Poder360





