17/09/2026

Cheque mudará a partir de 2 de outubro.

O cheque pode mudar a partir de 2 de outubro para aumentar a segurança e o combate às fraudes. O BC (Banco Central) informou na última sexta-feira (5/5) que aprovou mudanças na regulamentação para tornar este meio de pagamento “mais moderno e seguro”.

A principal alteração é que o órgão deixará de estabelecer um padrão para o modelo do cheque. Essa função passará a ser das instituições financeiras, por meio da autorregulação do mercado, e não mais do Banco Central.

O BC acredita que não haverá mudanças drásticas em um primeiro momento. “Alterações significativas implicariam custos elevados de adaptação pelos próprios bancos”, explicou Antonio Guimarães, consultor do Denor (Departamento de Normas) do Banco Central. Até 2 de outubro, as regras atuais seguem em vigor.

O órgão informou que duas mudanças podem entrar em vigor a partir de 2 de outubro: a inclusão de um código de segurança e a permissão para que o usuário adicione o seu nome social nas folhas de cheque.

A primeira medida teria o objetivo de aumentar a segurança e evitar fraudes, colocando o código de segurança no local onde está o dado da agência da conta do cliente. “Esse espaço pode passar a armazenar um código de segurança para garantir que o cheque é legítimo, por exemplo”, destacou Guimarães.

Já a inclusão do nome social repetiria o que é feito no Pix. O cliente que quiser a mudança poderia procurar o banco para saber como proceder. Porém as duas alterações dependerão de cada instituição financeira.

Desde o lançamento do Pix em novembro de 2020, o cheque vem perdendo espaço entre os meios de pagamento no Brasil. Em outubro daquele ano, 21,9 milhões de cheques foram usados para pagamentos ou transferências. Este número atingiu o seu patamar mais baixo em fevereiro de 2023, com 12,4 milhões. Em março, foram 13,7 milhões de pagamentos com cheques, segundo dados do BC.

Já em quantia de dinheiro, o cheque movimentou R$ 53,4 bilhões em outubro de 2020. O volume caiu para menos de R$ 50 bilhões por mês entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, mas subiu nos últimos dois meses e chegou a R$ 56 bilhões em março deste ano.

Segundo o BC, o total movimentado com cheques em 2021 foi de R$ 667 bilhões, enquanto no ano seguinte a somatória se reduziu para R$ 666 bilhões.
Folhapress

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