É possível dizer que a cerveja pilsen é a mais famosa do mundo. Afinal, ela está entre as mais apreciadas, e certamente é a mais copiada do planeta. Com essa reputação, ela chega às 180 primaveras em 2022. Sua origem não é alemã, americana, belga ou inglesa —para citar as quatro principais escolas cervejeiras—, mas sim, tcheca.
Foi na cidade de Plzen (ou Pilsen) —que pertencia ao Reino da Boêmia—, a pouco mais de uma hora de distância de Praga, que o estilo foi criado na cervejaria Pilsner Urquell. A data oficial do primeiro lote da bebida, que teve a assinatura do mestre-cervejeiro Josef Groll (alemão), foi 5 de outubro de 1842, mas ela só foi apresentada ao público cinco semanas depois, em 11 de novembro. A aprovação ocorreu de form imediata por público e crítica —basicamente, a mesma turma. Em pouco tempo a pilsen revolucionou o universo cervejeiro e passou a ser o estilo mais copiado do planeta.
A pilsen é uma cerveja pale lager (de baixa fermentação) ou czech lager. Entre suas imitações mais famosas estão as american lagers que inundam os mercados. Algumas delas inclusive já usam ou usaram o santo nome “pilsen” em vão, como a Brahma Pilsen, ou a Skol Pilsen.
Mas há diferenças. As american lagers são cervejas mais fracas, com menor teor alcoólico e também menos amargor e sabor.
Já a pilsen original tem ingredientes 100% tchecos, incluindo malte, levedura e o precioso lúpulo Saaz, que cresce em Zatec (Saaz na verdade é o nome alemão para Zatec, pronuncia-se algo como “jiatetz”), pertinho de Pilsen, e é exportado para todo o universo cervejeiro. Sua coloração é mais dourada, puxando para o âmbar, e ela possui um desejado amargor. Enquanto a american lager tem entre 15 e 25 IBU (unidade de amargor que passa um pouco de cem), a pilsen fica entre 25 e 40 IBU.
Folhapress





