
Contratado em agosto pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, o atacante Neymar tem hoje o terceiro maior salário do mundo entre os jogadores de futebol, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Karim Benzema. O craque brasileiro, contudo, ficará afastado dos gramados por um bom tempo após sofrer uma lesão durante a derrota do Brasil para o Uruguai, na noite de terça-feira (17/10).
O rompimento do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo, atuando pela seleção, levanta a questão: quem pagará os vencimentos do atleta no período em que ele ficará fora de combate? Para especialistas em direito desportivo, a conta não deverá ficar com o clube árabe – ao menos não integralmente.
Isso porque um dispositivo da Fifa prevê o pagamento de indenização para atletas que se lesionam a serviço de uma seleção principal. Além disso, por aqui a Lei Geral do Esporte prevê que cabe à entidade convocadora – nesse caso, a CBF – o pagamento de encargos de um jogador até que ele seja reintegrado ao clube “apto a exercer sua atividade”.
O caso de Neymar, porém, não estaria sujeito a essa norma. O pagamento por parte da Fifa está previsto no Programa de Proteção de Clubes da entidade, e o valor é repassado à agremiação quando o atleta fica impedido de atuar por mais de 28 dias consecutivos após a lesão.
Neymar deve ficar nove meses em recuperação após a cirurgia, ainda sem data marcada. CBF e Al-Hilal não se manifestaram sobre o assunto.
Estadão





