18/09/2026

Candidata de Lula ao governo de MT elogia repasses feitos por Bolsonaro na pandemia.

Candidata da esquerda ao governo de Mato Grosso, Márcia Pinheiro (PV) diz que tem deixado em segundo plano críticas diretas a Jair Bolsonaro (PL) no estado, reduto eleitoral do presidente.

Ela corrobora declaração dada no ano passado por seu marido, o prefeito de Cuiabá (MT), Emanuel Pinheiro (MDB), em que ele elogia atitudes de Bolsonaro durante a pandemia.

Em vídeo que foi usado na época pelo próprio presidente, Emanuel afirmou que Bolsonaro “segurou a onda para que a gente superasse a maior crise sanitária da história do planeta”. Ele se referia ao repasse de recursos para prefeituras e governos estaduais.

Ao Painel, a primeira-dama e candidata diz que concorda totalmente com a avaliação do marido. “Eu não estou falando mal dele [Bolsonaro] na campanha, eu estou defendendo o Lula. Temos a mesma ideologia social. O Bolsonaro que cuide da campanha dele”, afirma Márcia.

O principal opositor dela na eleição é o atual governador, Mauro Mendes (União Brasil), que busca mais um mandato e vem liderando as pesquisas com folga.

Estreante em eleições, a candidata aposta em um crescimento na reta final que leve a disputa para o segundo turno. “Este é um governo insensível, taxou aposentados e pensionistas, amedronta os servidores estaduais”, afirma.

Num estado com grande força do agronegócio, ela diz defender uma plataforma de governo que contemple os aspectos ambientais, uma bandeira de seu partido, o PV.

“É preciso haver um esforço de conscientização, para que o agro produza preservando o ambiente, com sustentabilidade. Combater as queimadas efetivamente, por exemplo, é uma das minhas metas”, diz.

Seu adversário, afirma a candidata, não tem interesse nem condições pessoais de enfrentar essa questão. Ela acusa Mendes de ter relação com garimpos e PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), que prejudicam o meio ambiente.

Durante o primeiro turno, Pinheiro não recebeu a visita de Lula. Além disso, um giro do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo estado, acabou cancelado na última hora, por receio de tumultos.

Ela minimiza a ausência de ambos. “Nosso colégio eleitoral é relativamente pequeno, eles priorizaram os grandes centros. Mas no segundo turno com certeza estarão aqui”, diz.
Folhapress

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