
As mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas e a expectativa de especialistas ouvidos é de que fiquem cada vez mais extremas. As altas temperaturas registradas nos países do hemisfério norte são uma demonstração dos efeitos causados pelo aquecimento global e afetam, segundo estudiosos, principalmente as pessoas em maior vulnerabilidade social.
O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, Gavin Schmidt, alertou, na semana passada, que 2023 poderá se tornar o ano mais quente da história. Segundo a própria agência espacial norte-americana, essa alteração climática é causada pela ação humana.
Morgana Silva, chefe do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), vai na mesma linha. “O que tem causado as ondas de calor é um efeito das mudanças climáticas. Na verdade tem ocorrido o aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera, isso faz com que a atmosfera fique mais aquecida”, explica Morgana.
Nas últimas semanas, o mundo registrou 17,18°C, um novo recorde de temperatura média global, segundo os Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos Estados Unidos. O índice é baseado em dados observacionais de estações meteorológicas, balões e satélites.
As pesquisadoras Letícia Cotrim e Morgana Silva ressaltam que os governos devem abandonar a economia responsável pela emissão de gases de efeito estufa e se adaptarem à nova realidade climática.
“Gerar essas emissões de gases de efeito estufa, principalmente pela queima de combustível fóssil, a previsão é de que fique cada vez mais frequente esses eventos extremos, calor, frio, seca, queimada, e com mais intensidade”, enfatiza Cotrim.
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