Um ato com apoiadores do ex-presidente Lula (PT) na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, teve momentos de tensão na noite desta quinta-feira (7/7) com a explosão de pequenas proporções de uma bomba caseira ao lado do palco.
A bomba, aparentemente feita de garrafa PET, foi lançada do lado de fora da área isolada em frente ao palanque, por sobre as placas metálicas que cercavam o espaço.
A explosão ocorreu ao lado dos banheiros químicos —e foi seguida de um cheiro ruim sobre a área.
Participantes se afastaram correndo do ponto onde o artefato foi jogado, que estava mais esvaziado do que o centro da praça.
Após os três estampidos, a apresentadora do ato pediu calma aos espectadores. Não houve correria generalizada. Logo em seguida, foram proferidos gritos contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).
O estouro ocorreu antes da chegada de Lula ao local. A assessoria do ex-presidente disse que “estouraram dois artifícios de fogos, causando barulho, jogados de fora para dentro da área do ato”.
Afirmou que ainda que os artefatos não “tinham fezes, fizeram barulho, mas ninguém se feriu nem houve tumulto”.
Nas últimas semanas, a campanha de Lula foi alvo de outros ataques, incluindo um cerco ao carro do petista em Campinas (SP) e um episódio com drone em Minas Gerais, além da invasão de um evento com o ex-presidente.
A Cinelândia abrigou nesta quinta sob forte esquema de segurança o primeiro palanque em praça pública desde o lançamento oficial de sua pré-candidatura à Presidência da República.
Uma área de aproximadamente 5.000 metros quadrados foi cercada na praça central da cidade, localizada próximo ao palco montado. O setor tem capacidade para 7.000 pessoas e, para acessá-lo, seria feito uma revista manual.
A área isolada ocupou toda a parte frontal do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal até o bar Amarelinho.
Folhapress





