O presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou nesta terça-feira (5/7) a posse da nova presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, em palanque político e ignorou as acusações de assédio contra o ex-comandante do banco estatal, Pedro Guimarães. Segundo Bolsonaro, a nova gestão será uma continuidade da anterior.
No discurso, o mandatário também voltou a atacar o STF (Supremo Tribunal Federal) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a levantar suspeitas, sem provas, sobre as urnas eletrônicas.
Apesar de a posse ter ocorrido em solenidade fechada, o chefe do Executivo transmitiu parte da cerimônia nas redes sociais e ignorou o período de defeso eleitoral, que impõe diversas restrições ao governo, como o veto à exaltação de realizações do Executivo.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, também estiveram no evento.
Ambos exaltaram o desempenho de Bolsonaro à frente do governo federal e elogiaram a escolha por Marques para substituir Guimarães.
Lira afirmou que o banco ganha uma “excelente executiva” com a chegada de Marques.
“Uma executiva que vem com selo para corrigir distorções que são… Impossíveis de qualquer brasileiro admitir em pleno século 21. Se elas aconteceram, se resolvam da maneira mais rápida e mais severa possível”, disse.
O mandatário também elogiou a nova presidente da estatal e disse que ela prosseguirá com o trabalho do antecessor.
“Não começa uma nova era aqui na Caixa, a Caixa continua. Tem agora uma presidente, que é competente, que mostrou lá atrás o seu valor, que lutou, que se empenhou. É difícil a gente ver mulher na economia, mas a Dani, o espaço da mulher é em qualquer lugar, não precisa colocar cota para mulher, ela vai pelos seus próprios méritos”, declarou.
Nesta terça (4), na primeira vez em que falou sobre o caso do ex-dirigente da Caixa e as acusações de assédio sexual, Bolsonaro se limitou a dizer que o executivo foi afastado, mas depois corrigiu e falou que Guimarães foi quem pediu o afastamento.
Folhapress





