O presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em que pede para seus apoiadores liberarem rodovias que estão obstruídas em protesto contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.
O mandatário diz que outras manifestações, em praças e locais públicas, são “do jogo democrático” e não comenta o teor golpista dos protestos.
O presidente pede para que os apoiadores não “pensem mal” dele por causa do pedido, e critica os bloqueios. “Quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias, isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder nós aqui essa nossa legitimidade”, afirma.
O chefe do Executivo diz que “está tão chateado e tão triste” quanto seus apoiadores, mas que é preciso ter “a cabeça no lugar”.
“Mas tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na nossa Constituição e sempre estivemos dentro das quatro linhas”, afirma.
Bolsonaro diz que é necessário “respeitar o direito de outras pessoas que estão se movimentando” e cita que as obstruções causam “prejuízo à nossa economia”.
“Sei que a economia tem sua importância, você talvez está dando importância a outras coisas agora”, afirma.
O mandatário diz que a Polícia Rodoviária Federal trabalha “desde o primeiro momento” para liberar as rodovias, mas que são “muitos pontos e as dificuldades são enormes”.
Segundo o presidente, as manifestações são espontâneas e afirma que elas são legítimas, desde que as pessoas não tenham seu direito de ir e vir afetado. “Proteste de outra forma, em outros locais, que isso é muito bem-vindo, faz parte da nossa democracia”, diz.
Bolsonaro diz que trabalhou em todo seu mandato para reforçar o “amor à pátria” e a “defesa da família”: “não vamos jogar isso fora”.
E complementa: “Vamos fazer o que tem que ser feito, estou com vocês e tenho certeza que vocês estão comigo. O pedido é rodovias, vamos desobstruí-las pelo bem da nação e para que possamos continuar lutando por democracia e por liberdade”, afirma.
Folhapress





