O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na sexta-feira (3/6) que “não tem nenhum maluco” com “coragem” para cassar sua candidatura nas eleições deste ano por disseminação de notícias falsas.
A declaração foi feita durante entrevista em Foz do Iguaçu. Na ocasião, o chefe do Executivo federal disse que não existe tipificação para fake news e desafiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassar sua candidatura.
“Vai cassar meu registro? Duvido que tenha coragem de cassar meu registro. Não estou desafiando ninguém, mas duvido que tenha coragem de cassar”, declarou o presidente.
“Eu tenho desconfiança ainda. Por que não? Não tem nenhum maluco querendo cancelar minha candidatura por fake news. É brincadeira… Eu defendo a liberdade. Onde está a tipificação das fake news?”, questionou na sequência.
Na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e vice-presidente do TSE, disse que a Justiça Eleitoral vai aplicar o entendimento de equiparar plataformas digitais a meios de comunicação, como jornais, rádio e televisão, durante o pleito deste ano. A medida do TSE abre passagem para a punição de quem dissemina fake news nas redes sociais.
Na entrevista, o presidente Jair Bolsonaro ainda voltou a defender o deputado federal Fernando Francischini (União-PR), que teve o mandato cassado por ter propagado fake news contra o sistema eleitoral.
Na última quinta-feira (2/6), o ministro Nunes Marques, do STF, suspendeu a cassação do mandato do parlamentar. O mandatário da República evitou comentar a decisão do magistrado, mas disse que a cassação de Francischini foi uma “covardia”.
“Posso falar da cassação. Olha, eu não tenho adjetivo para expressar aqui a covardia que foi a cassação com o Francischini. O que ele falou lá, eu falaria se tivesse aberto uma live também”, defendeu Bolsonaro.
Em outubro do ano passado, a Justiça Eleitoral decidiu, por 6 votos a 1, punir Francischini por ter publicado um vídeo, no dias das eleições de 2018, em que afirma que as urnas foram fraudadas para impedir o voto no atual chefe do Executivo.
Metrópoles





