O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou nesta sexta-feira (23/9) em colocar um “ponto final” no que chamou de abusos de outro Poder, em uma referência velada ao Judiciário, alvo frequente do chefe do Executivo.
A declaração ocorreu em um comício em Divinópolis (MG).
Em seu discurso, Bolsonaro também disse que seus apoiadores são maioria no país e atacou seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de ladrão. O primeiro turno das eleições ocorre em nove dias.
“O Brasil é um país livre. Vocês sabem que vocês estão tendo cada dia mais a sua liberdade ameaçada por outro poder, que não é o Poder Executivo. E nós sabemos que devemos botar um ponto final nesse abuso que existe por parte de outro Poder”, disse.
Ele repetiu também uma frase que costuma dizer, que, se reeleito, “todos, sem exceção, jogarão dentro das quatro linhas da Constituição”.
O mandatário disse ainda que, se reeleito, indicará pessoas contrárias ao aborto para as duas vagas no STF (Supremo Tribunal Federal) que ficarão disponíveis no próximo ano, com a aposentadoria de ministros.
Pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (22) mostra que o ex-presidente ampliou sua vantagem para 14 pontos, aumentando as chances de a disputa encerrar no primeiro turno. Lula tem 47% das intenções de voto, contra 33% de Bolsonaro.
Em mais de um momento, Bolsonaro chamou seu adversário de ladrão. Como a Folha mostrou, a aposta da campanha nesta reta final é investir no antipetismo para impedir que Lula liquide a fatura já no primeiro turno.
O mandatário também disse que não há oposição no Brasil, mas sim “bandidos que querem o mal da população”, quando se referiu ao fato de parlamentares petistas terem votado contra o projeto que diminuía tributação para reduzir preço da gasolina —que era criticado por governadores.
Folhapress





