Com discurso em tom eleitoral na tarde desta quarta (7/9) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) acusou adversários de jogar fora das quatro linhas da Constituição e gerou vaias ao dizer que “todos sabem como funciona o STF” (Supremo Tribunal Federal).
Diante de milhares de apoiadores, Bolsonaro fez críticas ao risco da volta do ex-presidente Lula (PT) ao poder e afirmou: “Não sou muito bem educado, falo palavrões, mas não sou ladrão”. Também disse que a esquerda deve ser extirpada da vida pública.
Em seguida, distorceu os fatos ao falar que seu governo está há três anos e meio sem corrupção, deixando de lado alguns escândalos do governo —como as suspeitas no MEC, que levaram à queda do ministro da Educação, na compra de vacinas e em obras da Codevasf (estatal federal).
O presidente disse que o Brasil é referência para o mundo todo, apontou números positivos da economia e disse que o país está decolando sob a sua gestão. “O Brasil, hoje, seus números da economia invejam o mundo todo. Teremos inflação esse ano sim, mas muito menor do que a Europa”, declarou.
Voltou a adotar um tom religioso, assim como fizera em Brasília mais cedo, dizendo-se cristão, contra o aborto e o que chama de ideologia de gênero. Repetiu que o seu governo colocou fim às invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Bolsonaro também repetiu seu discurso contra aborto e, apesar do histórico de ataques a jornalistas, disse defender imprensa livre e acenou à base religiosa. “Sabemos que o Estado é laico, mas seu presidente é cristão.”
No Rio, o presidente falou em um palco acompanhado do governador Cláudio Castro (PL), do empresário Luciano Hang e dos deputados federais Clarissa Garotinho (União Brasil) e Daniel Silveira (PTB-RJ), que teve sua candidatura ao Senado impugnada nesta terça (6).
O candidato à vice-presidência, Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil, também estava ao seu lado, além do ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. O pastor Silas Malafaia participa dos atos em um carro de som.
O presidente chegou à capital fluminense por volta das 14h. Primeiro foi ao Aterro do Flamengo (entre o centro e a zona sul da cidade), sendo recebido em um carro aberto aos gritos de “mito”. Depois, seguiu em motociata até Copacabana.
Folhapress





