Após sequestrar o tradicional desfile do 7 de Setembro em Brasília e transformá-lo em um grande comício, o presidente Jair Bolsonaro (PL) logrou marcar dois outros gols para sua campanha eleitoral com a grande concentração de apoiadores na avenida Paulista e na orla de Copacabana.
São atos significativos e que deverão ser usados, daqui até 2 de outubro, pela propaganda bolsonarista para rebater a realidade de seu segundo lugar nas pesquisas eleitorais, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Parece improvável, contudo, que suas falas tenham o condão de transformar o apoio nas ruas neste feriado em votos. Até aqui, Bolsonaro falou a decoreba do centrão (ataque a Lula, valores familiares, gasolina barata), barbaridades éticas e insinuações golpistas.
Se ficasse nisso, embora mais pregos batidos no caixão da institucionalidade pareçam garantidos, dificilmente agregaria um voto e ainda veria a má repercussão de sua fala entre as mulheres —55% das quais, eleitoras, o rejeitam segundo o Datafolha. Mas a foto para o WhatsApp e para o horário eleitoral gratuito está três vezes garantida, e se não escorregar mais o presidente terá saído com sua missão do dia cumprida.
ANÁLISE Folhapress





