Em Londres para o funeral da rainha Elizabeth 2ª, realizado nesta segunda (19/9) com a presença de líderes mundiais, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a chamar Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições de outubro, de ladrão. Irritou-se, porém, ao ser questionado se foi ao Reino Unido fazer política.
Bolsonaro foi criticado por adversários e pela imprensa britânica após realizar no domingo (18) um ato em tom eleitoral com apoiadores em frente à casa do embaixador brasileiro no Reino Unido, Fred Arruda, ocasião em que também chamou o petista de ladrão.
“Vocês acham que eu vim para cá fazer política? Não vou responder. Faz uma pergunta decente. Se eu não viesse, estaria sendo criticado”, declarou o presidente quando saia em direção à cerimônia de funeral.
Ele voltou a conversar com dezenas de apoiadores que o aguardavam. “Vocês têm alguma dúvida de que o Brasil é a terra prometida? Por que insistir em colocar um ladrão de volta na Presidência?”, perguntou, em referência à candidatura de Lula.
Bolsonaro também citou a reportagem do portal UOL que revelou que ele e sua família compraram 51 imóveis com dinheiro vivo nas últimas décadas. “A questão dos imóveis, canalhice! Pegaram parentes meus que têm vida própria. Covardia, covardia. Três anos e meio sem corrupção no meu governo”, declarou.
A campanha de Lula recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que Bolsonaro seja impedido de explorar eleitoralmente as imagens produzidas durante a viagem oficial a Londres, reivindicando que seja aplicada multa de R$ 25 mil ao presidente.
Além da primeira-dama, Michelle, ele viajou acompanhado do pastor evangélico Silas Malafaia, a quem tem chamado de importante conselheiro durante a campanha, do padre Paulo Antônio de Araújo e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Folhapress





