Investidores chegaram ao final desta semana reconsiderando suas expectativas de que a inflação mundial e, principalmente, nos Estados Unidos, teria atingido o seu pico. Essa sensação enfraqueceu a esperança de parte do mercado de que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) poderia em breve diminuir a velocidade de elevação da sua taxa de juros.
A expectativa de juros mais altos atraiu investimentos para os títulos do Tesouro dos Estados Unidos e, consequentemente, valorizou a moeda do país, ao mesmo tempo em que prejudicou o desempenho dos mercados de ações nesta sexta-feira (19/8).
Na Bolsa de Valores do Brasil, a pressão negativa do exterior ganhou ainda mais força com a baixa de 5,06% das ações preferenciais da Petrobras, que exerceram a maior influência para a queda de 2,04% do Ibovespa.
O índice de referência da Bolsa de Valores caiu aos 11.496 pontos, o que o levou a uma desvalorização de 1,12% na semana, a primeira em queda após quatro altas semanais.
O tombo da estatal ocorreu no dia em que o governo passou por cima das regras de governança da Petrobras e elegeu para o conselho de administração da estatal nomes rejeitados pelo comitê interno e pelo próprio colegiado por existência de conflito de interesses.
A FUP (Federação Única dos Petroleiros) disse que vai à Justiça contra o que classificou como “descaso com a governança corporativa e abuso de direito do acionista majoritário”.
No câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista fechou o dia praticamente estável, com queda de 0,05%, cotado a R$ 5,16. No acumulado da semana houve elevação de 1,85% contra o real.
A moeda brasileira, porém, diminuiu consideravelmente suas perdas ao longo do dia. Ela saiu do topo do ranking das mais desvalorizadas entre as divisas de países emergentes para fechar o dia entre as poucas que quase empataram com o dólar.
De modo geral, o dólar ganhou força em comparação às principais moedas.
Folhapress





