17/09/2026

Bolsa argentina dispara 20%, e dólar ‘blue’ sobe a 1.000 pesos após vitória de Milei


As ações da Argentina dispararam mais de 20% e o dólar paralelo ultrapassou os 1.000 pesos nesta terça-feira (21/11), depois da vitória do ultraliberal Javier Milei e de um feriado local nesta segunda (20). A subida da moeda americana, porém, ficou dentro do esperado após uma semana pré-eleições com o mercado paralelo congelado.

O chamado ‘dólar blue’, que iniciou o dia instável, saltou de 950 a 1.050 até o início da tarde, em relação à última sexta-feira (17), uma alta de cerca de 11%. Comprar ou vender dólares por essa cotação teoricamente é proibido no país, mas na prática é esse valor que rege os preços nos comércios e serviços do dia a dia.

“Está dentro do esperado”, diz Alejo Costa, estrategista-chefe do banco BTG Pactual na Argentina. “Com Milei, há duas forças opostas. Primeiro, a ideia de uma menor emissão monetária devido a um menor déficit, o que alivia a pressão sobre o dólar. Segundo, uma potencial dolarização, que supõe um dólar mais alto. Entre essas duas forças, parece lógico ver o dólar entre 1.050, 1.100 pesos”, diz.

Além disso, diante das incertezas do que ia acontecer nas urnas e da fiscalização reforçada pelo ministro da Economia e então candidato Sergio Massa, os mercados paralelos pararam de vender a moeda na última semana, o que pode ter segurado seu preço. Informalmente, se brincava que havia um dólar “blue do blue”, ou seja, que nas ruas se vendia um dólar ainda mais caro do que o paralelo.

Agora, diante da disparada do dólar e dos preços nas gôndolas, a gestão de Alberto Fernández e de Massa tentam conter uma subida com um novo acordo de preços com as empresas, prática recorrente no país. O governo deve impor um limite de 5% em novembro e 8% para alimentos nos supermercados, por exemplo, até que Milei assuma em 10 de dezembro, segundo o jornal La Nación.

A cotação do dólar oficial usada no mercado atacadista, por sua vez, não teve surpresas nesta terça e abriu em 356,05 pesos, um avanço de 2,1 pesos. Não houve uma correção do governo nesse câmbio, como ocorreu após as eleições primárias de agosto. Na época, a medida acordada com o FMI (Fundo Monetário Internacional) contribuiu para uma disparada do dólar e uma paralisação nas vendas, que ficaram sem preços de referência.
Folhapress

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Rolar para cima