O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, nesta sexta-feira (25/2), um lucro recorde de R$ 34,1 bilhões no ano passado, um crescimento de quase 65% em relação ao ano anterior.
“Esse é o maior lucro contábil já registrado por uma instituição financeira no país”, afirmou Gustavo Montezano, presidente do banco.
Segundo ele, o resultado se explica por uma combinação de fatores: redução de despesas, realocação de recursos em outras empresas, e venda de ações e outros ativos de sua carteira de investimento.
“Desinvestir de posições [ações de empresas] maduras e de posições especulativas foi fundamental para essa mudança”, disse Montezano. “É um recurso que agora vai para setores que realmente contribuem com o desenvolvimento do país.”
Dentre essas empresas estão Vale, Petrobras e JBS. Somente em 2021, foram R$ 16 bilhões com essas transações.
“Elas já se desenvolveram. Não precisam mais do banco”, disse Montezano. “Manter posição em Bolsa com ações dessas companhias é especulação. É preciso realocar esses recursos para o desenvolvimento do país.”
O alvo da próxima rodada de investimento do banco, segundo Montenzano, serão as micro, pequenas e médias empresas (MEI), chamada por ele de “heróis nacionais”.
“Muito desse capital [obtido com o resultado do banco] será realocado nas MEIs”, disse Montezano.
Na pandemia, essas empresas, que respondem pela maioria dos empregos gerados no país, receberam menos do que o necessário, segundo representantes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro, Pequenas e Médias Empresas).
Apesar de responderem por mais da metade dos desembolsos do BNDES em 2020 —participação que caiu para 46%, em 2021— essas empresas só conseguiram R$ 1,1 bilhão dos fundos capitaneados pelo BNDES que disponibilizaram recursos para esse grupo.
Também faz parte da estratégia do BNDES financiar projetos ligados à agenda climática, como o incentivo para fontes alternativas de energia renovável e crédito de carbono.
Outra fonte de receita do banco foi a estruturação de projetos de concessão e privatização. Fonte: Folhapress





