
O governo de Joe Biden informou o Congresso americano e seus aliados europeus acerca de uma nova capacidade nuclear da Rússia de Vladimir Putin que pode se tornar uma ameaça à segurança mundial.
A informação foi vazada para alguns órgãos de imprensa americanos, cada qual com um grau de detalhe, em meio ao movimento do presidente democrata para forçar a Câmara dos Representantes, dominada pelos rivais republicanos que querem ver Donald Trump em sua cadeira no ano que vem, a aprovar um pacote de apoio à Ucrânia de R$ 300 bilhões.
Segundo o jornal The New York Times, a nova capacidade é “séria, mas ainda está em desenvolvimento”, não estando operacional. Já a rede de TV ABC afirmou que se tratava de uma arma nuclear para ser usada contra satélites no espaço, mas que não estava em órbita.
Tudo isso é especulativo a essa altura. Há anos é sabido que russos, assim como chineses e americanos, trabalham em novas armas para uso no espaço, ainda que isso seja proibido por um tratado de 1967.
Na sexta passada (9/2), para alimentar as teorias conspiratórias, a Rússia informou que uma versão mais leve do tradicional foguete Soiuz levou ao espaço uma “carga secreta comissionada pelo Ministério da Defesa”. Segundo alguns analistas militares russos, tratava-se apenas de um satélite espião.
Seja qual for a acusação de Biden, ela se encaixa em sua tentativa de ver a ajuda militar aos ucranianos aprovada. Ela passou pelo Senado nesta semana, mas agora precisa ser votada pela Câmara, que tem maioria republicana e cujo presidente, Mike Johnson, disse não ter pressa em colocá-la em análise.
Folhapress





