18/09/2026

Bens vendidos do Maksoud Plaza, em SP, incluem cadeiras, colchões, máquinas de costura e de sorvete.

Os bens já leiloados do hotel Maksoud Plaza, em São Paulo (SP), fechado definitivamente no ano passado após 42 anos de funcionamento, incluem cadeiras, colchões, máquinas de costura e de sorvete e um lote de 143 poltronas floridas vendidas por R$ 95 mil.

O leilão começou on-line na segunda-feira (22/8), com a primeira etapa já concluída. Os itens ainda não arrematados podem receber lances até o dia 31/8, às 10h.

As poltronas foram vendidas a um único comprador, num valor médio de R$ 670 cada.

700 cadeiras para eventos foram arrematadas pelo mesmo comprador, em sete lotes separados, por um total de R$ 126.790, com lances de valores variados por cada lote. O preço médio das cadeiras ficou em R$ 181.

As outras 400 cadeiras foram vendidas a um segundo comprador, em quatro lances separados e de valores também variados, num total de R$ 189.117,70 (preço médio de R$ 473 por cadeira).

Os 550 colchões foram arrematados em 12 lances separados, de quantidades e valores diferentes. Os menores tinham apenas 5 deles, e os três maiores, 100 cada. Os mais baratos foram vendidos a R$ 164,25 a unidade, e os mais caros, a R$ 766,15.

As cinco máquinas de costura foram arrematadas por R$ 3.740, a um preço médio de R$ 748 cada. A máquina de sorvete, única, foi vendida a R$ 4.480.

Depois de pagar as dívidas listadas na recuperação judicial, a intenção do grupo é recomeçar as atividades hoteleiras – individualmente ou em parceria com construtoras – usando a marca do hotel, segundo a assessoria da HM Hotéis, ex-administradora do Maksoud Plaza e dona da marca.

Em 2020, por causa das dívidas, a HM Hotéis e a Hidroservice Engenharia – que faziam parte do Grupo Maksoud – entraram com um pedido de recuperação judicial avaliado em R$ 81 milhões, excluindo as dívidas tributárias, junto à Justiça de São Paulo.

Com a recuperação judicial, as empresas conseguiram reduzir e alongar o prazo de pagamento das dívidas, utilizando-se de imóveis que compunham o patrimônio do grupo.

As dívidas do grupo foram reduzidas pela metade e parceladas para pagamento em até 23 anos – com exceção dos créditos trabalhistas, que deveriam ser pagos em até 12 meses e serão quitados neste mês, segundo a assessoria da HM Hotéis.
G1

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