O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central não alterou sua estratégia nesta quarta-feira (3/5) e manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, em sua primeira decisão após a apresentação do novo arcabouço fiscal pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em tom conservador, o colegiado do BC voltou a dizer que a conjuntura demanda “paciência e serenidade” e manteve a mensagem sobre a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso o processo de desinflação não transcorra como esperado, acrescentando que se trata de um cenário menos provável.
“Considerando a incerteza ao redor de seus cenários, o comitê segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação”, disse o BC no comunicado.
“O comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas.”
A autoridade monetária também disse que a reoneração de combustíveis e, principalmente, a apresentação da proposta de arcabouço fiscal reduziram parte da incerteza proveniente da política fiscal.
“Por outro lado, a conjuntura, caracterizada por um estágio em que o processo desinflacionário tende a ser mais lento em ambiente de expectativas de inflação desancoradas, demanda maior atenção na condução da política monetária”, ponderou.
O Copom reiterou que não há relação mecânica entre a convergência de inflação e a aprovação do arcabouço fiscal. O Congresso Nacional se prepara para discutir a proposta da nova regra –o texto foi entregue pelo governo aos congressistas no dia 18 de abril.
A decisão do BC veio em linha com a projeção consensual do mercado financeiro de que os juros ficariam estáveis pela sexta vez consecutiva –a terceira desde que Lula tomou posse.
Folhapress





