
A Avon Products Inc entrou com pedido de recuperação judicial da unidade nos Estados Unidos na segunda-feira (12/8).
Em fato relevante ao mercado, a Natura&CO, que adquiriu a empresa de cosméticos em 2020, anunciou a abertura do chapter 11, proteção contra falência nos EUA, para tratar de dívidas e passivos pré-existentes.
No comunicado, a Natura&CO informou que concederá um financiamento de US$ 43 milhões (R$ 236,17 milhões) na modalidade DIP (do inglês debtor-in-possesion financing, ou “financiamento do devedor em posse”) e se comprometeu a oferecer US$ 125 milhões para adquirir operações da Avon fora dos Estados Unidos.
“A Natura&CO é a maior credora da API [Avon Products Inc., que é a holding e a subsidiária não-operacional da marca Avon] e continua acreditando no potencial da marca”, afirmou a companhia de cosméticos.
A controladora diz no comunicado que as operações da Avon fora dos EUA não foram incluídas no processo de chapter 11 e, por isso, nenhum impacto é esperado nesses locais. “Isso inclui as operações nos mercados da América Latina, onde a marca Avon é distribuída pela Natura”, afirmou a empresa.
Com a abertura do chapter 11, a Natura divulgou que os estudos sobre uma possível separação das operações de Avon e Natura “foram suspensos até que o processo do chapter 11 seja concluído”.
O pedido de chapter 11 também foi feito pela companhia aérea Gol nos Estados Unidos, em janeiro deste ano. Na ocasião, a empresa se comprometeu com um financiamento de US$ 950 milhões.
PREJUÍZO QUASE BILIONÁRIO
Na noite de segunda-feira, a Natura também divulgou seu balanço do segundo trimestre, que apontou um prejuízo líquido de R$ 859 milhões, um aumento de 17,4% no prejuízo que já havia sido registrado no mesmo período do ano passado.
O aumento no prejuízo veio apesar de crescimento de 57,2% do resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), para R$ 670,8 milhões.
Folhapress





