
Depois de não participar da missa inaugural do pontificado de Leão 14, o presidente Javier Milei saiu do Palácio Apostólico neste sábado (7/6) com a promessa de que o novo pontífice irá visitar a Argentina, ao contrário do que ocorreu no pontificado de Francisco.
Milei foi recebido por Leonardo Sapienza e outros membros do cerimonial do Vaticano, realizando um tour até a biblioteca do apartamento do papa. Também estavam presentes o embaixador argentino na Santa Sé, Luis Pablo María Beltramino, e outros convidados.
Foi o porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni, quem divulgou que o papa confirmou a sua intenção de visitar a Argentina, embora a data ainda não tenha sido discutida —seu antecessor, o argentino Jorge Bergoglio, não chegou a visitar seu país de origem durante o pontificado.
No encontro, o ultraliberal falou com o papa sobre seus planos de governo e a importância de manter a inflação baixa. Em seguida, houve uma troca de presentes entre os dois —de um lado, um mosaico do Vaticano; de outro, um poncho da província argentina de Catamarca, além de livros do economista liberal Jesús Huerta de Soto.
A delegação argentina divulgou nas redes sociais que o encontro com Milei foi o mais longo que o papa teve com líderes desde o início de seu pontificado.
Milei não tinha comparecido à missa inaugural de Robert Prevost como papa, no último dia 18, preferindo participar das eleições para o Legislativo da cidade de Buenos Aires que ocorreram no mesmo dia.
Também foram abordados temas como a Guerra da Ucrânia e o conflito no Oriente Médio, com o papa defendendo medidas para a paz, uma marca desse seu primeiro mês de pontificado. O Vaticano fez uma declaração sobre o apreço pelas relações bilaterais com os argentinos, mencionando questões socioeconômicas e a luta contra a pobreza.
Milei começou por Roma o seu giro de nove dias por países da Europa e por Israel, chegando à capital italiana na sexta-feira (6), para um encontro com a primeira-ministra Giorgia Meloni, no Palácio Chigi.
Folhapress





